ABAF comemora o Dia Internacional das Florestas (21/03) e seus 15 anos de atuação em defesa do setor florestal

No mês em que se é comorado o Dia Internacional das Florestas (21/03), a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) também celebra seus 15 anos em defesa do setor de florestas plantadas. “A comemoração dupla ainda é reforçada pelo tema do Dia Internacional das Florestas deste ano: ‘Florestas e Educação’, pois uma das diretrizes do nosso trabalho é contrubuir para a melhor compreensão e divulgação dos assuntos do setor florestal em todos os setores: empresários, Governo, acadêmia, associação de produtores, sindicatos, cooperativas, imprensa, ONGs, sociedade civil, entre outros”, explica o diretor executivo da ABAF, Wilson Andrade.

O Dia Internacional das Florestas foi proclamado em 2012 pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) como forma de celebrar e conscientizar sobre a importância de todos os tipos de florestas. A cada ano, os países são incentivados a empreender esforços locais, nacionais e internacionais para organizar atividades envolvendo florestas e árvores, como campanhas de esclarecimnto e plantio de árvores. Leia mais em: http://www.fao.org/international-day-of-forests/en/ .

Este ano, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Florestas Plantadas (CSFP) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) articulou junto ao Instituto Brasileiro de Árvores (IBÁ), Serviço Florestal Brasileiro e Embrapa Florestas uma ação conjunta para celebrar esta data. A ABAF, que faz parte da IBÁ e do seu Conselho Deliberativo, e cujo diretor executivo é também membro da CSFP, além de presidente do Conselho Consultivo do Fundo Comum de Commodities da ONU, pretende contribuir para reforçar a importância do setor florestal e do Plano Nacional de Florestas Plantadas (PlantarFlorestas) – recém lançado pelo MAPA.

“Estamos otimistas com as ações previstas para os próximos dez anos que inclui o aumento de 2 milhões de hectares a área de cultivos comerciais em áreas antropizadas, dentre elas pastagens e áreas sem vocação agrícola, mas boas para plantios florestais. Portanto com zero desmatamento. Com isso, esses novos plantios florestais contribuirão ainda mais para a mitigação de mudanças climáticas. Se bem planejados e implantados, como o plano prevê, esses 2 milhões de hectares podem ainda prover outros serviços ecossistêmicos interessantes, com conservação de solos e água. Tudo isso de acordo com as diretrizes de sustentabilidade que o setor florestal já trabalha”, informa Andrade.

Detentor de 700 mil hectares plantados principalmente com eucalipto, a Bahia está entre os líderes do ranking de área plantada e de produtividade florestal. No total, porém, entre estas áreas de produção e de remanescentes nativos, a Bahia possui 730,5 mil hectares de florestas certificadas de forma voluntária pelas empresas através do sistema FSC®. Outra certificação presente no Estado é o CERFLOR. Estima-se que entre 500 mil hectares com ecossistemas florestais nativos no estado são destinados à proteção e preservação ambiental. Deste total, as empresas associadas da ABAF contribuem com aproximadamente 380 mil hectares, o que representa cerca de 88% do total. Em resumo, o setor tem 0,7 hectare preservado para cada hectare de produção, portanto bem acima do exigido pelo Código Florestal brasileiro.

“Devemos ainda considerar o compromisso brasileiro, nos acordos mundiais de combate às mudanças climáticas, de plantio ou replantio de 12 milhões de hectares de florestas e mais 5 milhões de hectares no modelo Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (iLPF). Sem dúvida, pela competitividade dos plantios baianos (em determinadas regiões a produtividade ultrapassa 45 m³/ha/ano, acima da média nacional), baseada nas condições edafoclimáticas e na avançada tecnologia aplicada por nossos produtores e empresas, boa parcela desses compromissos brasileiros podem resultar no aumento dos plantios locais. Para isso, estamos dialogando com a iniciativa privada, agentes governamentais e sociedade civil para que não percamos essa oportunidade”, explica Andrade.

Além disso, a área com florestas plantadas no Brasil ocupa apenas 1% da área do país, mas é responsável por 91% de toda a madeira produzida para fins industriais. Atualmente, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área cultivada chega a 10 milhões de hectares, principalmente com eucalipto, pinus e acácias.

O segmento tem grande participação na balança comercial brasileira, sendo que no ano passado, as exportações só ficaram atrás do complexo soja, carnes e setor sucroalcooleiro. Isto também se repete na Bahia. De acordo com a Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), o setor de base florestal continua disputando a liderança entre os maiores exportadores do estado e é o que mais contribui com o saldo da balança comercial, pois exporta muito e importa pouco. Em 2017, por exemplo, ficou tem terceiro lugar, com vendas externas na ordem de US$ 1,27 bilhão e com um índice de 15,7% do total exportado pela Bahia (em 2015 e em 2016 ocupou o primeiro lugar).

Tudo isso também se dá porque o setor de base florestal tem alavancagem de diversos outros segmentos que demandam madeira nos seus processos produtivos, a exemplo da construção civil, da indústria de papel e celulose, a metalúrgica, energia de biomassa, a secagem de grãos do agronegócio, madeira e móveis, entre outros. Isso faz com que, mesmo com a redução de economia nacional (e do estado), o setor de base florestal continua crescendo em referência a empregos, exportações e investimentos. Além disso, o setor investe em quatro regiões distintas da Bahia e isso contribui para a desconcentração da atividade econômica no estado (as plantações florestais na Bahia estão localizadas no Sul, Sudoeste, Litoral Norte e Oeste).

A ABAF – O setor de base florestal na Bahia se uniu para criar, em 2004, uma representação forte e atuante: a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF). Foi o passo inicial para um novo posicionamento, que se consolida a cada ano, e tem como meta primeira contribuir para que o setor que representa se desenvolva sobre bases sustentáveis, seja do ponto de vista econômico, ambiental ou social.

Para isso, foi preciso atuar para além da própria cadeia produtiva: dialogar com as comunidades direta ou indiretamente influenciadas pela atividade de base florestal, com a sociedade civil organizada, com a academia, com os Governos e parlamentares para sedimentar os alicerces para um crescimento ordenado e virtuoso. Essas práticas fazem parte de uma atividade constante, uma vez que há sempre novas demandas e frentes de atuação em um segmento pulsante como o de florestas. A cada ano cresce a influência da ABAF que, atualmente, mantém representações em mais de 40 conselhos e entidades estaduais e federais.

A ABAF representa as empresas de base florestal do estado, assim como os seus fornecedores. Essa pluralidade dá à associação a possibilidade de planejar e agir com respaldo nos mais variados âmbitos e em horizontes largos. Por isso, a ABAF fomenta a pesquisa, investe na coleta e tabulação de dados, a exemplo do anuário Bahia Florestal.

Ela também desenvolve campanhas de educação ambiental e de conscientização da sociedade e dos agentes de cada elo da cadeia produtiva, com temas que vão desde o uso sustentável da floresta e seus produtos, até as relações de trabalho. Essas ações contribuem para desfazer muitos dos mitos que ainda pesam sobre o setor e, em contraponto, enfatizam o seu caráter preservacionista e os benefícios sociais da Economia Verde.

A indústria de base florestal usa a madeira como matéria-prima, com destaque para a produção de celulose, celulose solúvel, papel, ferro liga, madeira tratada, carvão vegetal e lenha para o processamento de grãos. A madeira utilizada é plantada e é considerada uma matéria-prima renovável, reciclável e amigável ao meio ambiente, à biodiversidade e à vida humana. Atualmente tem como associados: Aepes, Aiba, Aspex, Assosil, BSC, Caravelas Florestas, ERB, Ferbasa, Floryl, JSL, Komatsu, Papaiz, Ponsse, Proden, Sineflor, Suzano, Veracel e 2Tree.