ABAF reforça a sustentabilidade da cadeia de celulose, papel e embalagem

O segmento de base florestal se organizou para, pela primeira vez, colocar em ação uma campanha que envolverá 15 entidades da cadeia de celulose, papel e embalagem de papel. O objetivo é impulsionar os benefícios socioambientais do setor e de seus produtos. Assinam esta força conjunta seis entidades nacionais e mais nove associações estaduais, a exemplo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF).

“Primeira vez se unem em uma campanha de comunicação 15 entidades da cadeia produtiva que tem como base as árvores cultivadas para fins industriais.  Este é um setor que dialoga com o futuro e constitui importante ferramenta para o combate dos impactos das mudanças climáticas. Seus produtos são opções relevantes para a demanda de consumidores preocupados com a sustentabilidade e que buscam produtos de base renovável, recicláveis, biodegradáveis e muitas vezes compostáveis. Com atuação alinhada à bioeconomia e com investimentos em  ciência e tecnologia, o setor já vislumbra novos usos da celulose na indústria farmacêutica, química e até mesmo têxtil. Hoje a viscose já é uma alternativa, mas em breve haverá ainda mais opção vinda da madeira que revolucionará este mercado”, afirma Paulo Hartung, presidente executivo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

Viveiro de mudas da Veracel. Eunapolis/BA.

Para Wilson Andrade, diretor executivo da ABAF, em um cenário futuro desafiador, as florestas estão ganhando um novo status. Da garantia de suprimento de matéria-prima para todos os usos da madeira – atuais e potenciais – a uma nova economia de baixo carbono, a solução passa pelas florestas plantadas.

“Além de mostrar a presença dos produtos de origem florestal no nosso dia-a-dia, especialmente a celulose e o  papel, a campanha reforça os compromissos sociais, econômicos e ambientais do setor. Os produtores e as empresas de base florestal são referência no que se torna cada vez mais tendência: busca por iniciativas sustentáveis, que gerem lucros e que priorizem também a preservação, restauração ambiental e prosperidade social. O tema, há muito tempo, deixou de ser pauta exclusiva de ONGs e ativistas, passou a também fazer parte da agenda das empresas e tornou-se um dos principais desafios do mercado financeiro”, informa Andrade.

A área com florestas plantadas no Brasil ocupa apenas 1% da área do país, mas é responsável por 91% de toda a madeira produzida para fins industriais. Produtos de origem florestal estão presentes no nosso dia-a-dia e vão desde os mais evidentes, como papel e móveis, até produtos de beleza, medicamentos, alimentos e roupas. Entre os segmentos que usam a madeira como principal matéria-prima, podemos citar o de celulose e papel, o de painéis de madeira, o de pisos laminados, o de serrados e compensados, o de siderurgia a carvão vegetal, o de secagem de grãos e o de energia.

Campanha – Com o mote #SouMaisPapel, foram desenvolvidos materiais para Facebook, Instagram e Whatsapp em 12 diferentes temáticas, como clima, água, energia, sustentabilidade, biodiversidade, entre outros. Diferencial é a comunicação provocativa, a fim de fisgar a atenção do público por meio do inusitado, lançando mão de recursos surreais.

Liderada pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), associação nacional do setor de árvores cultivadas, a campanha também foi desenvolvida e é apoiada pelas entidades setoriais Abigraf (Associação A Associação Brasileira da Indústria Gráfica), ABPO (Associação Brasileira de Papelão Ondulado), ABTCP (Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel), ANAP (Associação Nacional dos Aparistas de Papel) e Two Sides. Junto a elas, nove associações representativas estaduais massificarão as mensagens regionalmente: ABAF (Associação Baiana de Empresas de Base Florestal), ACR (Associação Catarinense de Empresas Florestais), Ageflor (Associação Gaúcha de Empresas Florestais), AMIF (Associação Mineirada Indústria Florestal), APRE (Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal), Arefloresta (Associação dos Reflorestadores do Mato Grosso), Cedagro (Centro de Desenvolvimento do Agronegócio), Florestar (Associação Paulista dos Produtores, Fornecedores e Consumidores de Florestas Plantadas) e Reflores MS (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas).