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Artigo: A Bahia Florestal

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Artigo: A Bahia Florestal

Quando se trata de economia, não existe apenas uma Bahia, existem várias. Assim, na região metropolitana de Salvador está localizada a Bahia industrial, no oeste localiza-se a Bahia da agricultura moderna e outras se espalham pelo território baiano. Entre essas “bahias”, destaca-se a Bahia florestal uma cadeia produtiva especializada que tem enorme importância para a economia baiana.

Localizada basicamente no extremo sul da Bahia, a Bahia florestal, que inclui a produção industrial de papel e celulose e o plantio de florestas, é um dos mais competitivos vetores de desenvolvimento da nossa economia, responsável, direta ou indiretamente, pela geração de 12 mil de postos de trabalho, e que pagou em 2008 cerca de R$ 12 milhões em impostos estaduais e outro tanto em impostos municipais.

A Bahia florestal responde por 18,8% da produção nacional de pasta de celulose, o que dá à Bahia o segundo lugar no ranking dos maiores produtores brasileiros, atrás apenas do Estado de São Paulo. E as exportações de papel e celulose responderam por cerca de 17,6% do total das exportações baianas em 2009, constituindo no segundo mais importante produto baiano do exportação, atrás apenas da química e petroquímica.A Bahia florestal abriga empresas de porte a exemplo da Fibria, da Suzano Papel e Celulose e da Veracel, esta última em vias de realizar o maior investimento privado da Bahia em dez anos, da ordem de R$ 6 bilhões.

Alguns analistas criticam a amplitude dos plantios florestais na Bahia, mas aqui vale lembrar a legislação vigente que, além de exigir a manutenção de reservas florestais, estabelece um limite municipal, em torno de 20%, acima do qual proíbe-se o plantio de florestas.

Além do que esses plantios substituem, no mais das vezes, áreas de pastos, destinadas à pecuária extensiva, que empregam menos mão-de-obra e tem maior poder de devastação.As áreas florestais são extensas, é verdade, e as três empresas citadas possuem, por exemplo, 278 mil hectares de florestas plantadas, no extremo sul, mas detêm juntas, cerca de 220 mil hectares de área florestal protegida na região. Mas há muito que fazer.

A Bahia florestal padece do mesmo problema da Bahia petroquímica: a necessidade de ampliar o nível de beneficiamento da produção no próprio Estado e aí, torna-se urgente o estabelecimento de políticas públicas que possam estimular a produção de móveis, de papel e outros produtos na própria região, assim como se torna indispensável estabelecer medidas para ampliar o uso dos portos baianos na exportação os produtos de base florestal.Não há dúvida, porém, que a Bahia florestal tem papel importante na geração de emprego, renda e produto no extremo sul e na Bahia.

Armando AvenaFonte: Jornal A Tarde
 

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