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IMPLANTAÇÃO DA CÂMARA SETORIAL DA SILVICULTURA NA BAHIA

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A Associação Baiana de Produtores de Florestas Plantadas (ABAF), tem a alegria em anunciar o lançamento, em 28/5,  no Hotel Pestana, da Câmara Setorial da Sillvicultura no âmbito da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do estado da Bahia (SEAGRI).

O objetivo principal desta Câmara Setorial será contribuir para a construção das políticas publica da cadeia produtiva que representa e, tendo em vista o desenvolvimento da atividade no estado, o seu primeiro desafio será o de construção de uma proposta de planejamento do setor para os próximos anos (visão Bahia 2023), de acordo com metodologia a ser disponibilizada pela SEAGRI.

Acreditamos que este é um momento impar na construção de políticas públicas para a Bahia. A Câmara Florestal será importante espaço de contribuição para o setor público, ampliando a participação dos diversos setores componentes da cadeia produtiva de base florestal no intuito de planejar o desenvolvimento da atividade florestal no estado, alinhando a preservação ambiental e o crescimento social ao desenvolvimento econômico do setor.

Estamos certos de que as atividades relacionadas com as florestas plantadas no Brasil adquirem cada vez mais importância no contexto da economia nacional. Seu papel no fornecimento de matériaprima para o desenvolvimento industrial do país são incontestáveis, confirmados pela participação no mercado global e nacional de produtos florestais. 

Nesse cenário a Bahia assume papel proeminente.  Mesmo com o país ainda percebendo os efeitos da crise econômica internacional de 2009, o setor de base florestal na Bahia teve crescimento da ordem de 6% no último ano, mais do que o dobro do índice nacional, com acréscimo de 36.780 ha, elevando-o ao 4º entre os estados que possuem área de florestadas plantadas.

Além disso, o setor de florestas plantadas teve importante participação no total de tributos arrecadados pelo país em 2009. Estima-se que o setor recolheu em torno de R$ 8,15 bilhões, representando 0,75% do valor total de tributos arrecadados no Brasil.

Localizadas no extremo sul e em outras regiões da Bahia, as empresas de base florestal são consideradas como um dos importantes vetores de desenvolvimento da região e da economia estadual, sendo responsável, direta ou indiretamente, pela geração de 12 mil de postos de trabalho, e que pagou em 2009 mais de R$ 12 milhões em impostos estaduais, R$ 6 milhões em impostos municipais e R$ 55 milhões em impostos federais.

A Bahia florestal responde por 18,8% da produção nacional de pasta de celulose, o que dá à Bahia o segundo lugar no ranking dos maiores produtores brasileiros, atingindo a cifra de R$ 1.528.086 milhões em 2009, atrás apenas do Estado de São Paulo.  Na produção de papel, a Bahia esta em 5º lugar no comparativo nacional, e cuja produção marca a cifra de R$ 827.384, um produção de 364.173 toneladas, representando 3,9% da capacidade nacional. Já para a parte de celulose solúvel, a Bahia representa  a maior produção nacional, com uma capacidade de 465 mil toneladas por ano, demonstrando a relevância do setor para a economia baiana e do país.               

Além de desenvolvimento econômico, a Bahia Florestal agrega valores de sustentabilidade. Na esfera ambiental, são 304.906 ha de área preservada no Estado. O impacto social das empresas florestais nos municípios baianos pode ser observado pelo índice FIRJAN que comprova municípios onde há atuação do setor, a exemplo de Itabela, Eunápolis e Teixeira de Freitas, apresentaram crescimento do índice para o componente Emprego & Renda, Educação e Saúde superior aos observados em Salvador, no período analisado. Na questão Saúde, os municípios destaque são Eunápolis e Teixeira de Freitas, com crescimento do referido índice em 24% em ambos os casos.

Nesse cenário, a Bahia florestal, representada pela ABAF, abriga empresas de porte, a exemplo da Fibria, da Suzano Papel e Celulose, BSC, FERBASA e da Veracel, esta última em vias de realizar o maior investi mento privado da Bahia em dez anos, da ordem de R$ 6 bilhões, as quais fazem parte desta cadeia de desenvolvimento sustentável. Por essas razões é salutar a importância econômica e socioambiental das empresas de florestas plantadas para a economia baiana e a instituição de uma câmara setorial que discuta, planeje e construa políticas públicas destinadas ao setor.

 

 

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