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Uso de água em plantações de eucalipto é menor que em outras culturas...

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A preocupação com a origem da madeira já está mudando suas fontes, de florestas virgens e pouco fiscalizadas, para plantadas ou manejadas de forma sustentável. A estimativa é que a produção de toras de plantações alcance 800 milhões de metros cúbicos até 2030, o dobro do que se planta hoje.
Jornal A Tarde (04/08/2008)


Vanderley Porfírio da Silva, da Embrapa, acha que a silvicultura pode engordar a renda rural se o produtor se associar a uma indústria, tiver produção em volume e de qualidade, possa investir e saiba esperar pelo retorno. Os riscos são o desconhecimento da atividade ou a falta de assistência técnica adequada.

O dono da propriedade pode entrar no negócio e manter a pecuária com benefícios trocados.

"Enquanto a renda de prazo curto do gado cobre o fluxo de caixa negativo da fase de maturação do investimento florestal, este último gera sustentabilidade ambiental, econômica e social", ilustra.

AR PURO - Éderson Zanetti, também da Embrapa Florestas, acrescenta as possibilidades de lucro abertas pelo mercado de (seqüestro de) carbono, criado após a Convenção da ONU para as Mudanças Climáticas e graças ao desdobramento conhecido por Protocolo de Kyoto (1998). Esse marco regulatório estabelece trocas comerciais entre poluidores e "limpadores" da atmosfera, que estão na casa de US$ 5 bilhões. Há ainda alternativas aos termos desse negócio oficial (Kyoto), chamados de mercados voluntários de carbono.

Enquanto o protocolo prevê que o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) apóie projetos florestais, sua participação ficou limitada a 1% dos Certificados de Emissões Reduzidas (CERs).

Para participar da transação, é necessário apresentar a Metodologia de Linha de Base e Monitoramento (LB/M), que detalha as formas de medir o carbono. Há 13 metodologias aprovadas e a Plantar S/A e AES Tietê são exemplos de empresas brasileiras que aprovaram a LB/M. No segmento voluntário, há duas classes de projeto.

A primeira envolve atividades de indústrias do setor florestal e que contam com milhares de hectares de florestas. A segunda, com projetos de médio e pequeno portes, incluindo agricultura familiar, empresas e indivíduos que visam neles um instrumento de marketing. Há grande expectativa em torno de negociações para o segundo período de vigência do Protocolo de Kyoto (2012-2016), ampliando a presença de projetos florestais.

VARIEDADE - O eucalipto é árvore de múltiplos usos. Além dos tradicionais celulose e carvão, há grande consumo doméstico de madeira, sobretudo lenha. A floresta em pequenas propriedades também fornece moirões para cercas, estacas, cabos de ferramentas etc.

Na lista de subprodutos podem ser incluídos óleos essenciais (produtos de limpeza, alimentícios, perfumes e remédios), tábuas, caixotes, ripas, postes, dormentes, móveis, mel, entre outros.

Pode ser usado também para fins energéticos, como fonte de matéria-prima para termoelétricas e para tecnologias ainda em estado embrionário no País, como a compactação de biomassa florestal e a produção de óleo, lignina, álcool etc.

 

Comparação das áreas de plantio de eucalipto com as de outras culturas no Brasil:
Produtos AgrícolasÁrea (ha)
Pastagens177.500.000
Soja16.326.000
Milho12.096.000
Cana-de-açúcar5.034.000
Feijão4.186.000
Arroz3.186.000
Plantio de eucalipto2.499.000
Café2.362.000
fonte: Abraflor

 

 

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