Muitas pessoas questionam em minhas apresentações se haverá mercado para as florestas que estão sendo implantadas, a resposta é simples, diminuiu o crescimento populacional, mas em nenhum momento paralisou.
Vivemos num país com incentivo a propagação da espécie humana, podem ficar tranqüilos, se fizerem filhos garantimos o futuro dele e também da família, com todas as bolsas ou benefícios que possam imaginar.
Temos uma grande oportunidade no Brasil, onde “produzir filhos” é um excelente negócio, totalmente subsidiado pelo governo. Vocês acham mesmo que estamos avançando para o desenvolvimento, o primeiro passo para isso acontecer seria o controle da taxa de natalidade, e o segundo, produzir com sustentabilidade.
Como não acredito que o primeiro venha acontecer tão cedo, vamos ao trabalho, produzir alimento e madeira, matéria-prima suficiente em todos os pontos da cadeia para suprir esta demanda crescente.
Existe um link no site da FAO que passa as projeções em tempo real de quantas pessoas nascem e morrem no globo terrestre, apartir do momento que você entrou na tela começa a marcar, além disso, quantifica a quantidade de dióxido de carbono que foi emitida ao meio ambiente naquele momento. Fiquei abismado com o crescimento populacional, esse saldo é multiplicado em progressões inacreditáveis.
Durante 15 minutos que assisti, 3110 pessoas nasceram, 1233 morreram e 604.000 toneladas de CO2 foram emitidos. Em um dia (24 horas) 298.560 pessoas nasceram, 118.368 morreram, deixando um saldo de 180.192 pessoas. Ou seja, em um ano temos um saldo de 64.869.120 habitantes no mundo, isso representa aproximadamente 1/3 da população brasileira, significa que a cada 3 anos temos mais uma população brasileira no globo. Sem falar que 57.984.000 toneladas de CO2 foram emitidos em um dia, imagina em um ano.
Utilizei deste artifício em uma palestra que ministrei recentemente no Mato Grosso, onde os ouvintes ficaram boquiabertos, e concordaram, pois uma das cidades que passei estava crescendo em média 20 % ao ano, sem falar o preço que já está a madeira de eucalipto para queimar como lenha, em Tangará da Serra e Sorriso o valor chega a R$ 70,00 o m3.
Nesse cenário a busca de melhoria na qualidade de vida é aspiração de mais de 60% das pessoas, inspiradas no “padrão americano”, e que habitam países pobres ou em desenvolvimento tem forte impacto na busca deste objetivo.
Contudo, o crescimento e desenvolvimento resultante do processo podem ser prejudiciais ao meio ambiente, assim estabelecesse um conflito potencial entre desenvolver-se a qualquer custo, ou preservar o meio ambiente, reduzindo a marcha do processo.
O consumo de energia per capita pode ser visto como um bom elemento para mensurar a severidade dos problemas, e assim, as políticas energéticas devem ser analisadas num contexto que envolve tais problemas, decisões, com a intenção de que as escolhas adotadas sejam as melhores para as populações e para o meio ambiente.
Uma excessiva degradação do meio ambiente afeta de forma direta ou mesmo indireta a qualidade da vida das populações, o que estabelece claramente que se deve buscar um ponto de equilíbrio nas decisões como forma de se garantir o próprio futuro da humanidade.
Engº Agrº Pedro Francio Filho
Divisão Florestal e Agroflorestal
PLANAPEC Planejamento Agropecuário LTDA
Fonte: Painel Florestal

