11/10/2009 - A Fibria vai retomar a construção de seus projetos de produção de celulose. A empresa concluiu nesta última semana o acordo de venda da fábrica de Guaíba, no Rio Grande do Sul, para a chilena CMPC por US$ 1,43 bilhão. A Fibria, maior produtora mundial de celulose de mercado, usará o dinheiro para abater parte da dívida, que era de R$ 13,4 bilhões em 30 de junho.
Segundo a indústria, serão retomados os plantios de eucaliptos que faltam para a duplicação da Veracel, a joint venture que mantém com a fabricante sueco-finlandesa Stora Enso no sul da Bahia. A construção da fábrica, conhecida como Veracel 2, com capacidade de produção de até 1,5 milhão de toneladas por ano, poderá começar em 2011, prevendo sua operação em 2013, afirmou Aguiar. Como se trata de uma investimento compartilhado com a Stora Enso, o investimento exigirá menos capital.
A fábrica de Guaíba era o projeto mais avançado da Fibria. Mas foi suspenso no fim de 2008 em razão das dívidas contraídas com derivativos pela Aracruz. O projeto era aumentar a capacidade de 450 mil para 1,8 milhão toneladas de celulose a partir de 2011.
Na negociação com a CMPC, a Fibria conseguiu excluir US$ 180 milhões em equipamentos já contratados com os fornecedores do projeto de Guaíba, podendo utilizá-los nos futuros projetos. Além da Veracel 2, a Fibria poderá pôr em pé outras duas fábricas até 2020.
A CMPC poderá erguer a unidade antes de 2015, mas o valor de venda levou em consideração esse prazo, segundo apurou o Valor. Se a expansão for feita antes, os chilenos terão de desembolsar mais US$ 250 milhões à Fibria.
A CMPC tem o interesse em retardar o investimento para diminuir seu desembolso no médio prazo. Para financiar a aquisição da unidade, a empresa emitirá US$ 500 milhões em ações além de um bônus no mesmo valor.
Os planos da Fibria passam por resgatar o grau de investimento até 2011 e prevê realizar três operações de crédito - de três, cinco e dez anos - para alongar sua dívida. A empresa está renegociando cerca de R$ 3 bilhões em vencimentos de curto prazo.
Fonte: Valor Econômico.

