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Mais vinte hectares de plantio comercial já foram destruídos pelo MST

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Integrantes do Movimento Sem Terra (MST) já destruíram 20 hectares de plantio de eucalipto da Veracel Celulose, em Eunápolis/Extremo Sul da Bahia. Hoje, mais árvores foram cortadas. Desta vez, ao invés de plantio mais recente, os invasores escolheram árvores maiores e colocaram fogo nos galhos. A exemplo de outras ações semelhantes no ano passado, mais que o plantio de alimentos, o uso ou a venda clandestina da madeira foi a atividade mais produtiva empreendida pelos ocupantesA reintegração de posse já foi expedida e a empresa aguarda o cumprimento.

Histórico

Desde o dia 20/4, outra área da Veracel está sob ação do MST, que pela terceira vez, volta a ocupar a Fazenda Barrinha, nas margens da BR101, também em Eunápolis. Mesmo com ordem de reintegração expedida em função dos dois eventos anteriores em 2009, os manifestantes destruíram parte do plantio comercial como ação do “Abril Vermelho”.Outro imóvel, a Fazenda Ouro Verde, de 511 hectares, estava ocupada em novembro de 2009 por cerca de 100 pessoas e desde então a Veracel busca negociar com os líderes do movimento uma solução de conciliação. Ao mesmo tempo, corriam as medidas legais de reintegração de posse.

Os interlocutores dos ocupantes haviam assumido compromisso, em reunião de negociação (26/3), de desocupar pacificamente a área no dia 25/4, antes da intervenção policial oficializada para hoje. Mesmo assim, atearam fogo no plantio e dificultaram a entrada da brigada de incêndio da empresa para combater as chamas, hostilizando os trabalhadores e ameaçando colocar fogo também no caminhão pipa. Só com a intervenção da policia foi possível apagar o fogo.

Hoje, de forma pacífica, saíram da área e montaram acampamento na estrada, próxima ao local, sob o acompanhamento da Polícia Militar.A alegação dos invasores para as ações era de que as terras seriam devolutas e, portanto, passíveis de serem destinadas à reforma agrária.

No entanto, a Coordenação de Defesa Agrária (CDA) do Estado da Bahia reconheceu a propriedade legítima da Veracel, encerrando os procedimentos discriminatórios dessas áreas.Em função das invasões de 2009, a empresa fez diversas tentativas de negociação.

A Veracel ofereceu uma solução de parceria com os assentamentos existentes na região para garantir produtividade das culturas agrícolas, com repasse de tecnologia e apoio para criar redes de consumo dos excedentes de produção. Ainda não houve interesse por parte dos movimentos em qualquer diálogo construtivo.

Os atos de vandalismo à propriedade particular produtiva, sob pretexto de pressão para que o Governo promova a reforma agrária, já custou à empresa, somando as ações de 2009, cerca de R$5 milhões em prejuízos.

Valor que já concorre, em ordem de grandeza, com a apuração de impostos estaduais do ano passado (cerca de R$8 milhões) e com os investimentos sociais com recursos próprios nos dez municípios onde a empresa atua (mais de R$10 milhões). A cada hectare destruído, 14 toneladas de celulose deixam de ser produzidas na atividade agroindustrial que sustenta por volta de 3.000 empregos diretos. 

Fontes: Jornal A Tarde e Ascom da Veracel Papel e Celulose   

 

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