14.06.22

ABAF participa de seminário sobre carbono organizado pela FIESP

O diretor executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), Wilson Andrade, participou na manhã de 10 de junho do seminário “Mercado de Carbono no Brasil”, organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) na capital paulistana.

O evento da FIESP contou com a presença de representantes do Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Economia; da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), do BNDES, entre outras instituições. Entre as discussões, o Decreto do Governo, que deu o pontapé para a criação do mercado regulado brasileiro. A discussão foi mediada por Marco Fujihara, coordenador executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima.

O Decreto, divulgado no início de maio, estabelece que os setores da economia dialoguem para estabelecer suas metas de descarbonização, com vistas à meta de redução de emissão de GEEs do Brasil até 2050. Além disso, o instrumento cria o Sinare (Sistema Nacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa), uma central de registros de créditos. O Decreto, no entanto, necessita de uma legislação para ser fortalecido e garantir segurança jurídica.

Na ocasião, a Ibá reforçou a posição do setor de árvores cultivadas como um dos vetores para a descarbonização da economia brasileira e contribuição no mercado de carbono nacional. “Não há como o mundo superar o aquecimento global sem a participação do Brasil. E a maneira mais eficaz de se remover CO2 da atmosfera é por meio da fotossíntese. Neste sentido, o setor de árvores cultivadas está há algum tempo preparado para a emergência desse mercado, pois remove e estoca CO2 por meio de suas florestas e estoca carbono em seus bioprodutos essenciais para a sociedade. Nosso setor estará preparado para ser pioneiro do mercado regulado nacional de créditos de carbono, assim como já o fizemos com emissões de títulos verdes, bônus atrelados a metas sustentáveis entre outras iniciativas de finanças verdes, e também com projetos desenvolvidos no âmbito do antigo MDL, do Protocolo de Kyoto”, afirmou o diretor executivo da Ibá, Embaixador José Carlos da Fonseca Jr.