Nova tecnologia desenvolvida pela Fibria contribui para reduzir consumo de água no plantio de eucalipto

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Uma nova tecnologia desenvolvida pela Fibria pretende contribuir para reduzir o uso de água na irrigação das mudas após o plantio. A solução foi criada na unidade da empresa, em Aracruz (ES), em uma parceria entre o Centro de Tecnologia e a área de Desenvolvimento Operacional Florestal. Trata-se do colar de proteção de mudas, que consiste na aplicação de uma mistura de resíduos de celulose ao redor da planta. Essa mistura forma uma camada de proteção do solo, reduzindo a temperatura e mantendo a umidade na cova de plantio. Como resultado, a necessidade de irrigação é menor.
Essa tecnologia foi desenvolvida com base em pesquisas iniciadas em 2007 e, nos últimos anos, o método de aplicação da mistura foi aprimorado. Estudos conduzidos em campo demonstraram que é possível eliminar, pelo menos, uma operação de irrigação nos períodos mais secos do ano, reduzindo o uso de água em cerca de 6.500 litros/hectare de plantio. “Esses resultados motivaram a empresa a solicitar a patente da nova tecnologia”, disse o coordenador de pesquisa da Fibria, Reginaldo Mafia, um dos autores da patente.
Em períodos de estiagem, a irrigação das mudas de eucalipto geralmente é feita nos primeiros 30 dias após o plantio. Além da redução no consumo de água, o uso do colar de proteção reduz a mortalidade e a necessidade de replantio. Durante o desenvolvimento do colar de proteção de mudas, foram realizados vários testes em Aracruz (ES) e em Três Lagoas (MS), até chegar à forma mais adequada de aplicação na atividade operacional.
O coordenador de Desenvolvimento Operacional da Fibria e também um dos inventores, Edmilson Bitti, explica que, após comprovação da viabilidade técnica, a tecnologia está atualmente em fase de implantação em âmbito operacional, para avaliação dos resultados em maior escala.
A fim de minimizar a necessidade do uso de água, a Fibria já utiliza no plantio um polímero hidrogel, que absorve grande quantidade de água e ajuda a manter a umidade do solo. “O uso do colar de celulose é mais uma tecnologia, totalmente desenvolvida pela própria empresa, que visa reduzir o uso de água nas operações de plantio”, afirma Guilherme Christo, coordenador de Silvicultura da Fibria na regional Aracruz.
Sobre a Fibria – Líder mundial na produção de celulose de eucalipto, a Fibria possui capacidade produtiva de 5,3 milhões de toneladas anuais de celulose, com fábricas situadas em Três Lagoas (MS), Aracruz (ES), Jacareí (SP) e Eunápolis (BA), esta última onde mantém a Veracel em joint operation com a Stora Enso. Em sociedade com a Cenibra, opera o único porto brasileiro especializado em embarque de celulose, Portocel (Aracruz, ES). Com uma operação integralmente baseada em plantios florestais renováveis, a Fibria trabalha com uma base florestal própria de 970 mil hectares em áreas localizadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Bahia, dos quais 343 mil são destinados à conservação ambiental. A Fibria mantém cerca de 18.900 trabalhadores, entre empregados diretos e indiretos, e está presente em 254 municípios de sete Estados brasileiros. Para mais informações, acesse www.fibria.com.br.