29.06.22

Posicionamento ABAF – Incidente Prado/BA – Junho 2022

A Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) informa que o incidente em área de plantio de eucalipto no município do Prado, Extremo Sul da Bahia, não ocorreu em área própria de nenhuma das empresas associadas que atuam nesta região do estado; mas de um parceiro que fornece madeira à indústria de papel e celulose. Reafirmamos ainda que repudiamos qualquer tipo de violência e que estamos – sempre – à disposição para contribuir com o que seja necessário, visando o esclarecimento e a resolução de qualquer conflito.

 

A ABAF, em nome do setor florestal no estado, reitera seu compromisso com o diálogo frequente e transparente com as diversas comunidades das regiões onde as empresas associadas atuam, incluindo populações urbanas, rurais e tradicionais.

 

E reforça que as empresas não possuem plantios de eucalipto em áreas declaradas indígenas e não estão envolvidas em qualquer conflito com comunidades indígenas cujas aldeias estão próximas às suas propriedades ou de parceiros florestais. As empresas ainda mantêm a posse e a documentação legítimas das terras de suas produções florestais.

 

Além disso, nas regiões Sul e Extremo da Bahia, as empresas mantêm relacionamento ativo com as comunidades indígenas de seus territórios de atuação, por meio de diálogo estruturado, programas e parcerias estabelecidas com as 47 aldeias das etnias Pataxó, Pataxó hã hã hãe e Tupinambá.

 

Também mantêm canais de comunicação à disposição das comunidades para esclarecerem dúvidas a respeito de suas operações, receberem críticas e comentários, sempre primando pelo diálogo, pelo compromisso ético, pelo respeito integral às leis e pela transparência em todas as suas ações.

 

Há, ainda, um espaço especializado para este diálogo que é o Fórum Florestal da Bahia, onde o setor produtivo, a sociedade civil, os municípios, organizações não governamentais, organizações sociais, instituições de pesquisas e órgãos governamentais de regulamentação e preservação interagem permanentemente há mais de 10 anos.

 

O setor florestal

 

O setor de árvores cultivadas promove a diversificação e a sustentabilidade das atividades rurais com a inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira. Comunidades empreendedoras e assentamentos sustentáveis também fazem parte da cadeia produtiva com produtos madeireiros e não madeireiros, de forma totalmente integrada. Esta integração visa ainda o uso múltiplo da madeira e o estímulo ao modelo Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF).

 

O setor de árvores cultivadas movimenta o comércio e os serviços locais dos municípios onde estão instalados os plantios, bem como as indústrias e toda a cadeia de suprimentos que faz desta uma das atividades que mais tem contribuído para a transformação social e econômica de diferentes regiões da Bahia. Analisando-se os indicadores de desenvolvimento municipal (Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal), observa-se que em regiões e municípios onde a cadeia de florestas plantadas está consolidada, ocorrem índices superiores a outras.

 

Os investimentos das empresas (quase R$1 bi por ano) viabilizam projetos de P&D florestal e industrial, iniciativas de logística (portos, estradas, pontes, barragens etc.), bem como qualificação de mão de obra e foco na contratação e compras nos próprios municípios (ou região). Na Bahia, o setor gera renda de forma direta, indireta e de efeito renda para 222,7 mil pessoas.

 

O programa de fomento e estímulo a pequenos e médios produtores independentes (que hoje representa mais de 20% do consumo de madeira das indústrias associadas) cresce cerca de 10% ao ano e também contribui para a geração de emprego e renda nos municípios.

A madeira cultivada é matéria-prima renovável de cerca de cinco mil produtos que usamos no dia a dia. São produtos que possuem origem renovável, são recicláveis e biodegradáveis. Toda a produção é certificada por organismos nacionais e internacionais, incluindo a rastreabilidade de toda a cadeia produtiva. Isso comprova as boas práticas em termos técnicos, sociais e ambientais.

 

Vale lembrar que os plantios florestais são feitos em áreas já antropizadas, com zero desmatamento. O setor de árvores cultivadas é o que mais conserva áreas naturais. Na Bahia, além dos 700 mil hectares de produção, são mais 330 mil hectares conservados em Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reserva Legal (RL) e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN).

 

Esses plantios (em mosaico) provêm outros serviços ecossistêmicos interessantes, como conservação de solo e água, preservação da biodiversidade, de acordo com as diretrizes de sustentabilidade assumidas pelo setor florestal.

 

Além disso, voluntariamente, o setor florestal investe mais de R$ 47 milhões/ano em projetos socioambientais (incluindo apicultura, educação, empreendedorismo etc.) que beneficiam pequenos produtores e comunidades, atingindo 211 municípios e mais de 600 mil pessoas. O projeto de Agricultura Familiar, por exemplo, é amplamente incentivado e apoiado pelas empresas de base florestal.

 

Um dos destaques é a parceria com a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), através do Programa Ambiente Florestal Sustentável (PAFS) que busca promover a diversificação e sustentabilidade das atividades rurais. O trabalho também se dá para a inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira no setor – e seu uso múltiplo – para melhor atender a população, além de gerar emprego e renda.

 

O PAFS já percorreu mais de 380 mil quilômetros, realizou 278 treinamentos em 234 comunidades, instruiu e orientou mais de 12 mil estudantes e produtores rurais de frutas, eucalipto, café, entre outras culturas, da região e visitou mais de 1.400 propriedades rurais.

 

O resultado tem sido muito positivo graças às parcerias feitas com o Governo do Estado, através da Seagri e ADAB; Sindicatos Rurais da FAEB/Senar; Associação de Produtores de Café, Frutas, Pecuária; e Prefeituras, através de suas secretarias de agricultura e meio ambiente. Hoje, o PAFS é citado como modelo de cooperação entre a ADAB e os setores produtivos.

 

A ABAF – Desde 2004, a ABAF contribui para que o setor florestal baiano se expanda e se desenvolva sobre bases sustentáveis, seja do ponto de vista econômico, ambiental ou social. Trabalha por mais florestas, mais empresas, mais fornecedores, mais serviços e produtos florestais. Este trabalho, inclusive, é feito em parceria com os associados, autoridades, governos, academia e demais parceiros em nível local, estadual e nacional.

 

Participa ativamente de mais de 40 fóruns ambientais, econômicos e sociais a nível regional e nacional, o que possibilita a defesa dos interesses da silvicultura e dos associados. Conta com quatro regionais que representam cerca de 300 produtores e processadores florestais de pequeno e médio porte.

 

Juntamente com as empresas de base florestal, a ABAF fomenta a pesquisa, investe na coleta e tabulação de dados (a exemplo do relatório Bahia Florestal), desenvolve campanhas de educação ambiental e de conscientização da sociedade e dos agentes de cada elo da cadeia produtiva, com temas que vão desde o uso sustentável da floresta e seus produtos, até as relações de trabalho.

 

 

Informações: site (abaf.org.br) e nos canais ABAF no Facebook, Instagram, YouTube, Issuu e SoundCloud

Wilson Andrade – Diretor Executivo ABAF – (71) 3342-6102/ 98801-3000 / wilsonandrade@terra.com.br

Yara Vasku – Comunicação ABAF – (71) 3342-6102/ 99119-7746/ yaravasku.abaf@gmail.com