ABAF no primeiro encontro de meio ambiente da Bahia que reuniu prefeitos e secretários municipais em Santa Cruz Cabrália

Idealizado através da parceria do Fórum Baiano dos Comitês de Bacias Hidrográficas (FBCBH) com a Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (ANAMMA) e a União dos Municípios da Bahia (UPB), o I EMAB – Encontro de Meio Ambiente da Bahia aconteceu de 16 a 18/11 no Hotel Baía Cabrália, em Santa Cruz Cabrália (BA).

A Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) esteve representada pelo seu diretor executivo, Wilson Andrade, que falou sobre “A importância das árvores plantadas para o sequestro e créditos de carbono”, em 17/11. Para este debate foram convidados representantes da Indústria Brasileiros de Árvores (IBÁ), da ANAMMA em nível nacional, e de Fundos de Investimentos Verdes que financiam projetos e atividades econômicas focadas no desenvolvimento sustentável e na neutralização das emissões de carbono no seu processo produtivo.

O setor ganha protagonismo mundial diante dos desafios para o cumprimento da Agenda 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU e consequente garantia de manutenção de investimentos sustentáveis nos próximos anos.

“As árvores cultivadas têm ainda um papel fundamental na mitigação da mudança do clima, especialmente por remover e estocar carbono nas florestas e nos produtos, além de evitar emissões ao prover produtos e serviços de origem renovável, em detrimento aos de origem fóssil ou não renovável. Tudo isto coloca o setor no lado certo da equação climática. Juntas, áreas de cultivo e conservação, no Brasil, estocam 4,5 bilhões de toneladas de CO2 eq. Isso equivale a três vezes mais que a emissão estimada do país por ano”, informa Andrade.

O evento – O I EMAB contou com o apoio institucional da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), das prefeituras de Porto Seguro e de Santa Cruz Cabrália, e da ABAF. Evento destinado prioritariamente aos prefeitos e secretários municipais de meio ambiente de todo estado e quando os municípios puderam debater temas como o Novo Marco do Saneamento (que determina que a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos deverá ser implementada em todos os municípios brasileiros até agosto de 2024) e os incêndios florestais que mais que dobraram na Bahia. Também foram apresentados os resultados do I ECOBA – Encontro dos Comitês de Bacias Hidrográficas Baianos, realizado em junho deste ano em Porto Seguro.

“Os municípios também passam a ter papel estratégico diante de um grande dilema mundial: o aquecimento global. Em países onde a atividade agrícola é tão significativa, como o Brasil, o protagonismo dos produtores rurais é indispensável na luta contra as mudanças climáticas. Diante desse contexto, produzir alimentos, fibras e energia para uma população mundial crescente e com saldo positivo de captura de carbono é um grande desafio para a agricultura moderna”, informa o organizador, Paulo Bustamante.

A participação foi aberta para toda sociedade recebendo dirigentes de instituições públicas e privadas, profissionais liberais, estudantes, ambientalistas e entidades do terceiro setor. “O objetivo é deixar legados à gestão ambiental no âmbito municipal necessários ao bom andamento e aprimoramento das políticas públicas deste setor. O contexto atual propicia uma integração estadual, com participantes de todas as regiões, permitindo a troca de experiências e o exercício do diálogo, fundamentais para o avanço socioambiental de forma equilibrada, participativa e sustentável”, disse Bustamante.