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ABERTURA DO VI CONGRESSO BRASILEIRO DE REFLORESTAMENTO AMBIENTAL – VI CBRA

Na manhã desta quarta-feira, 03/07, foi aberto oficialmente o VI Congresso Brasileiro de Reflorestamento Ambiental (VI CBRA) que a Associação Baiana de Empresas de Base Florestal (ABAF), o Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (CEDAGRO/ES) e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) realizam de 03 a 05 de agosto de 2022.

Mais de 400 pessoas de 14 estados se inscreveram para acompanhar o evento de maneira presencial (na Fieb, Salvador/BA) ou online. O evento tem por objetivo fomentar discussões sobre o potencial econômico do reflorestamento, para além dos atributos ambientais. Também vai discutir como a restauração florestal conserva o meio ambiente, gera emprego e renda, arrecada impostos e movimenta a economia (especialmente no interior).

Carlos Henrique Passos, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), abriu a cerimônia ressaltando que o setor florestal ajuda a economia da Bahia e do Brasil. “Queremos agradecer a realização do congresso aqui em nosso estado, tornando-se estratégico para ajudar a suprir a demanda por madeira e estimular seu uso múltiplo. Além disso, vai nos ajudar a construir novos modelos para melhor usar a matéria prima que é a madeira”, disse.

“O congresso traz temas muito importantes para serem discutidos que demonstram que esta cadeia produtiva  do setor florestal pode ser desenvolvida com foco na sustentabilidade e na preservação ambiental. É um setor que tem crescido, representando aproximadamente 20% das exportações do agronegócio no primeiro semestre de 2022”, declarou o Secretário de Agricultura do Estado da Bahia, Leonardo Bandeira.

Humberto Miranda, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), reafirmou que a Bahia necessita crescer e se desenvolver de forma cada vez mais sustentável. “Quero também ratificar a importância do setor de base florestal para a economia do nosso estado, inclusive no que diz respeito à sustentabilidade e a integração de diversos setores, das grandes empresas e da sociedade como um todo. Tudo isso é importante porque acredito que a chave para o crescimento e desenvolvimento está na municipalização, pois é nos municípios onde estão as florestas plantadas, os empregos etc.”, explicou.

Em sua fala, o Embaixador José Carlos da Fonseca Jr., diretor executivo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá),  destacou o momento importante em que este debate acontece. “Esta temática é fundamental não só para nosso setor, mas para o país e para o planeta, diante do desafio da emergência climática”, afirmou o executivo, que completou, demonstrando o compromisso do setor. “Desenvolvemos um padrão para o mundo que a partir da natureza desenvolve riqueza. Somos uma agroindústria moderna, imersa na bioeconomia. O setor planta mais de um milhão de árvores todos os dias, esta é a própria definição do reflorestamento. Além dos 9,5 milhões de hectares de árvores plantadas para fins produtivos, ainda conservamos mais 6 milhões de hectares”.

“As florestas ambientais dos diversos biomas brasileiros constituem-se num patrimônio inestimável sob o ponto de vista ecológico, social, econômico e cultural e a sua preservação, conservação e uso sustentável é de suma importância. Espera-se que este congresso traga alternativas viáveis para alguns pontos de estrangulamento da cadeia produtiva da restauração florestal e assim contribuir para o aumento da cobertura florestal natural dos diferentes biomas brasileiros”, explicou Gilmar Dadalto.

O diretor executivo da ABAF ressaltou o potencial do setor de árvores cultivadas. “Da garantia de suprimento de matéria-prima para todos os usos da madeira – atuais e potenciais – a uma nova economia de baixo carbono, a solução passa pelas florestas plantadas. Para isso, precisamos trabalhar na ampliação de mecanismos que incentivem o consumo e a produção sustentável de produtos florestais: desde o papel e a madeira, até combustíveis mais limpos, como a biomassa, e produtos químicos e farmacêuticos”, informa.

Além disso, Andrade lembrou que o setor é um dos que mais preserva o meio ambiente e vem estimulando também a restauração florestal.  “É preciso estimular o manejo florestal sustentável e, todos que se esforçam nesse sentido, devem ser compensados. Podemos encontrar este tipo de compensação através do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e no mercado de crédito de carbono. Além disso, áreas protegidas podem ser implementadas para dar renda extra, com mel, extrativismo e sistema de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF), entre outros”, completa.

A abertura contou ainda com as presenças de: Isabela Pacheco Miranda (Sindpacel), Patrícia Machado (gerente de Políticas Florestais e Bioeconomia da Ibá), Joseval Carqueija (presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia – Crea/BA), Lázaro Pinha (diretor geral da Agência Estadual de Defesa da Agropecuária da Bahia – Adab/BA), Eduardo Athaide (WWI), Leandro Mosello (MoselloLima Advocacia) e Liniker Silva (professor da UFRB), entre outros.

Apoio institucional – O congresso conta com o apoio do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (CREA/BA), da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema), da Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri), da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), da Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), do Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais no Estado da Bahia (Sindifibras), do Sindicato das Indústrias do Papel, Celulose, Papelão, Pasta de Madeira Para Papel e Artefatos de Papel e Papelão no Estado da Bahia (Sindpacel), do Sindicato da Indústria do Mobiliário do Estado da Bahia (Moveba), do Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem no Estado da Bahia (Sindifite), do Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Marcenarias e Serrarias da Bahia (Sindiscam), entre outros.