Dia da Árvore: ABAF renova parcerias por mais verde

A Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) lançou em 23 de agosto a proposta do “Plano Bahia Florestal 2023-2033” que tem como principais objetivos a atração de novos investimentos para ampliar e fortalecer a cadeia produtiva de florestas plantadas no estado, a intensificação do uso múltiplo da madeira e a maior inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira na Bahia. Além disso, em comemoração ao Dia da Árvore (21/09) está renovando a parceria com o Governo do Estado da Bahia e com o Exército para contribuir com o plantio de mudas de árvores na cidade e atividades socioeducativas.

“Comemoramos o Dia da Árvore reafirmando a importância do setor florestal e a renovação da parceria com o Governo do Estado por meio do plantio de árvores da Mata Atlântica no Museu de Arte Moderna (MAM) que dispõe de quase 20.000 metros quadrados de áreas verdes e é um equipamento público de importância nacional e internacional”, informa Wilson Andrade, diretor executivo da ABAF.

O plantio das árvores no MAM será realizado durante a Primavera, juntamente com atividades socioeducativas, com temas voltados à educação ambiental. Entre as atividades, a Bracell está viabilizando levar uma versão reduzida da exposição “Floresta Sempre Viva”. A mostra apresenta material e imagens captadas nas áreas de preservação ambiental da Bracell no litoral norte e agreste baiano. Dentre elas está a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Lontra, a maior RPPN do litoral norte, com 1.377 hectares. Além da Lontra, a empresa possui outras três RPPNs: a Japurá, com 534 ha, e a Falcão, com 937 ha, ambas em Esplanada, e a Pedra de São José, com 232 ha, em Mata de São João.

Já com o Exército, a ABAF contribuirá com o plantio de árvores que ocorrerá no período de 21 de setembro a 7 de outubro de 2022, visando estimular ações de educação ambiental e promover a manutenção da área verde dos quartéis instalados na área da 6ª RM. “O ano de 2022 marca a aproximação do Exército Brasileiro, por meio do Escritório do Sistema de Integração entre os setores de Defesa, Indústria e Academia para Inovação (SISDIA) na 6ª Região Militar (6ªRM), com a ABAF, pois as duas instituições trabalham com objetivos comuns na educação ambiental e na manutenção das áreas verdes do nosso país”, declara o Cel. Salomão, assessor do SISDIA.

Florestas nativas e plantadas

“As florestas plantadas são essenciais para a preservação das matas nativas e responsáveis pela produção de quase 5 mil produtos que usamos em nosso dia a dia, incluindo papel, celulose, pisos, móveis, cosméticos, além de geração de energia. A Bahia é, hoje, o 4º estado em plantios de eucalipto (com 618 mil hectares) para fins comerciais. Além desses hectares, as empresas preservam outros 330 mil hectares de florestas nativas, mas caminham para o chamado “Compromisso um pra um”, ou seja, para cada um hectare plantado de eucalipto, as companhias se comprometem a conservar um hectare de nativa”, completa Andrade.

Por aqui são plantadas 250 mil árvores por dia; matéria-prima para fins comerciais. O setor planta, colhe e planta novamente, somente em áreas degradadas; portanto sem desmatamento. Com o uso da técnica de mosaico, as empresas de base florestal intercalam os plantios com finalidade industrial com áreas destinadas para conservação. Isto auxilia na manutenção de um solo fértil, no cuidado com a água e na preservação da biodiversidade.

De acordo com Wilson Andrade, o uso de produtos de base florestal gera um importante benefício climático, pois ajuda a evitar ou minimizar o uso de produtos baseados em fontes fósseis ou não renováveis, evitando emissões ao longo de diversas cadeias produtivas. “Os produtos de base florestal mantêm o carbono estocado ao longo de sua vida útil. O setor no estado, incluindo plantios florestais e áreas preservadas, captura algo em torno de 363 milhões de toneladas de carbono”, afirma.

Plano – Para a proposta, a ABAF se inspirou em estudos que alguns estados brasileiros já fizeram, a exemplo do Mato Grosso do Sul (MS) que, em 10 anos, passou de 300 mil hectares de florestas plantadas para 1,3 milhão e acaba de lançar novo planejamento para os próximos 10 anos.

Juntamente com o aumento de área plantada (e preservada) e consequentemente incremento na cadeia produtiva, o plano também irá incentivar investimentos agroindustriais que podem se beneficiar das infraestruturas implantadas em torno da Ferrovia de Integração Oeste – Leste (Fiol) e da recuperação da Centro-Atlântica (FCA) – esta que vai cortar a Bahia de Norte a Sul.

O objetivo é levar novos plantios também para outras regiões da Bahia, a exemplo do semiárido. Atualmente, o setor já tem contribuído – com seus quatro polos de produção no Litoral Norte, Sudoeste, Oeste e Sul – para a desconcentração do desenvolvimento econômico na Bahia. E manter o estímulo para que os proprietários rurais do estado cultivem através do sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Modelo sustentável que permite a produção agrícola, criação de gado (corte e/ou leite), além do manejo de florestas plantadas dentro de uma mesma propriedade.

A ABAF pretende construir um grupo forte e diverso para construir o plano de forma conjunta com a Federação da Agricultura da Bahia (FAEB), Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Sebrae, Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Secretaria do Planejamento (Seplan), Secretaria de Agricultura (Seagri), Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na Bahia (MAPA/BA), Desenbahia, Banco do Nordeste, entre outros.

Outros exemplos positivos

A Suzano é referência global no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras, de origem renovável, e tem como propósito renovar a vida a partir da árvore. Tem sua atuação pautada na Inovabilidade – Inovação a serviço da Sustentabilidade. Localizada no Extremo Sul baiano, a companhia tem um total de 116.994 hectares de áreas destinadas à preservação no estado. Destes 12.200 hectares são de Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC), de grande importância para a conservação devido a presença de valores excepcionais de diversidade biológica, ecossistemas vitais para conservação das espécies ou ecossistemas que se encontram ameaçados.

O Programa de Restauração Ecológica da empresa contribui com o aumento da biodiversidade e a geração de inúmeros serviços ambientais. Atualmente, acumula-se um total de mais de 9 milhões de mudas plantadas pela Suzano na Bahia. Além disso, entre os compromissos da companhia está a Meta de Biodiversidade, que pretende conectar, por meio de corredores ecológicos, 500 mil hectares de fragmentos de Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia até 2030. A área equivale a quatro vezes a cidade do Rio de Janeiro.

A Veracel tem um trabalho permanente de conservação da biodiversidade de sua região, com ações de educação ambiental, combate à caça e a incêndios, incentivo a pesquisas científicas, entre diversas outras frentes. A operação de madeira da Veracel é 100% certificada e seus processos de produção são altamente responsáveis com o uso de recursos naturais. Além dos mais de 100 mil hectares de área protegida ambientalmente, a companhia é guardiã da maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) de Mata Atlântica do Nordeste brasileiro, a Estação Veracel, que está entre as 20 áreas do mundo com maior número de animais e de espécies arbóreas.

As atividades da Ferbasa também são norteadas pelo conceito de sustentabilidade, segundo o qual o progresso socioeconômico ocorre em harmonia com a natureza e com os seres humanos. Nesse sentido, a empresa integra várias unidades de plantios de florestas renováveis de eucalipto, que é a fonte de matéria prima para produção de biorredutor utilizado pela própria companhia como redutor na transformação dos minérios em ferroligas.